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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Globo Reporte

Período de exibição: 03/04/1973 - NO AR
Horário: 23h 
Periodicidade: às sextas



TV Globo.

Sergio Chapelin. Frame de vídeo/ titularidade TV Globo.

Caco Barcellos no programa sobre o atentado ao Riocentro. 15 mar 1996. Frame de vídeo/ titularidade TV Globo.

Francisco José em Fernando de Noronha. 04 out 1996. Frame de vídeo/ titularidade TV Globo.

Programa sobre o coronel Teodorico. Frame de vídeo/ titularidade TV Globo.

11 fev 2005. Frame de vídeo/ titularidade TV Globo.

Pôr do sol em Fernando de Noronha.
04 out 1996. Frame de vídeo/ titularidade TV Globo.
- Programa jornalístico de vida mais longa na história da televisão brasileira, o Globo repórter estreou em abril de 1973, sob a coordenação de Moacyr Masson, direção de Paulo Gil Soares – chefe da Divisão de Reportagens Especiais – e apresentação de Sérgio Chapelin. O programa ia ao ar às terças-feiras, às 23h.
- Inicialmente, a idéia era criar um programa inspirado no norte-americano 60 minutesda CBS News, um jornalístico baseado em entrevistas, nas quais a figura do repórter centraliza a atenção do telespectador em torno da notícia. No entanto, embora o jornalismo da Rede Globo começasse a se solidificar, sobretudo graças ao sucesso doJornal Nacional, ainda não havia estrutura para a produção de um programa constituído basicamente de externas. Tomando como exemplo a experiência do Globo Shell especial, decidiu-se, então, produzir cinedocumentários com narrativas conduzidas a partir das imagens, dos depoimentos dos entrevistados e da esporádica locução em off do apresentador. O repórter não aparecia no vídeo.
A primeira década:
- O Globo repórter apresentava linguagem e fotografia cinematográficas, com forte marca autoral. A equipe fixa de diretores do programa era formada por Eduardo Coutinho, João Batista de Andrade, Geraldo Sarno, Washington Novaes, Georges Bourdokan, Dib Luft, Gregório Bacik, Maurice Capovilla, Walter Lima Jr. e Hermano Penna. Todos eram cineastas premiados do Rio de Janeiro e São Paulo que já haviam trabalhado com Paulo Gil Soares no Globo Shell especial.
- Paulo Gil Soares e o editor Luís Lobo definiam a pauta dos programas. Os diretores eram responsáveis pelo roteiro dos documentários – em alguns casos, escritos com a colaboração de dramaturgos, como Fernando Peixoto –, pela orientação das reportagens, pelo registro das imagens em filmes de 16mm e pela edição final feita em moviolas, nas salas de montagem de cinema.
- Também faziam parte da equipe os editores Jotair Assad, Luiz Carlos Maciel, Luís González, Fernando Pacheco Jordão – que comandava o núcleo do programa em São Paulo – e os repórteres Luís Edgar de Andrade e Rodolfo Gamberini.
- Depois de uma fase de experiências amadurecendo a proposta jornalística e o formato do 
Globo repórter, Paulo Gil Soares chegou a um modelo que permaneceria a marca do programa durante muito tempo. Nele, as reportagens obedeciam a uma divisão temática: Globo repórter atualidades (principais assuntos do mês), Globo repórter pesquisa (investigação de temas polêmicos), Globo repórter futuro (especulações sobre o mundo de amanhã), Globo repórter documento (exibição do Globo Shell especial) eGlobo repórter arte (música, literatura, dança).  A apresentação seguia um esquema fixo e os temas eram apresentados de acordo com a seqüência descrita acima. Posteriormente, foram acrescentados os temas história, ciência e aventura.
- O 
Globo repórter sofreu desde o início com as constantes intervenções dos censores, e vários programas não chegaram a ir ao ar – como por exemplo, Wilsinho da Galiléia, de João Batista de Andrade, sobre um assaltante morto pela polícia aos 18 anos. Entretanto, o programa conquistou os formadores de opinião e aumentou a audiência do seu horário, garantindo lugar na grade de programação. Escolas e entidades culturais solicitavam cópias dos programas para a realização de debates com tanta freqüência que a produção chegou a criar uma filmoteca e a imprimir um número extra de roteiros para serem distribuídos aos vários estudantes que analisavam as reportagens como tarefa de casa.
- Em 1974, o 
Globo repórter passou a ser exibido mais cedo, às 21h, no horário antes ocupado pelo programa humorístico Satiricom. O novo horário e o novo público, formado não apenas por adultos e estudantes com grande demanda por informação e conhecimento, exigiram mudanças na linguagem do programa.
- O esquema rígido da apresentação foi abandonado e os temas passaram a ser exibidos alternadamente, dando maiores flexibilidade e agilidade ao programa. O bloco sobre atualidades passou a ser apresentado apenas na primeira semana de cada mês. Até então, os documentários eram realizados no eixo Rio-São Paulo. Para que fosse possível conseguir uma visão local dos assuntos abordados, eles passaram a ser produzidos em outros estados do país. A produção optou por uma abordagem que mesclava entretenimento com informação. Exemplo disso foi o tema escolhido para o programa que apresentou a nova proposta: Hollywood, a fábrica dos sonhos.
- Entre os programas com características de cinedocumentários exibidos pelo 
Globo repórter ao longo dos anos 1970 estavam, entre outros: Amazônia, mito e realidade, de Paulo Gil Soares; O último dia de Lampião, de Maurice Capovilla; Seis dias de Ouricuri,Uauá: a dor e a esperançaTheodorico, o imperador do Sertão Exu, uma tragédia sertaneja, de Eduardo Coutinho; Boa Esperança: a viola ou a guitarra? e Caso Norte, de João Batista de Andrade; Os garimpeirosOs homens do carvão e Sal, azeite e veneno,de George Bourdoukan; Crianças do Reino Porantin, de Washington Novaes; Os índios Canela, de Walter Lima Jr. e A mulher no cangaço, de Hermano Penna. Nessa fase, oGlobo repórter também exibiu alguns programas estrangeiros como A crônica de Hellstrom, ganhador do Oscar de melhor documentário em 1971.
  
Mudanças na linguagem:
- Após um período de cinco meses fora do ar, o 
Globo repórter voltou, em março de 1982, ao antigo horário das 23h, com um formato mais jornalístico. O narrador estático que conduzia o programa foi substituído pelo repórter, centro da narração, assumindo junto com o câmera a condição de testemunha do fato. A credibilidade da matéria advinha do jornalista, que esteve no local, comprometendo-se com o tema e transmitindo ao telespectador a emoção vivida. Repórteres e cinegrafistas de todas as editorias da emissora passaram a contribuir com o Globo repórter. As reportagens longas foram abandonadas e temas que ocupavam os 45 minutos do programa foram substituídos por assuntos exibidos entre 15 e 20 minutos. Sérgio Chapelin passou a introduzir as reportagens e a complementar o texto do repórter com algumas informações.
- Houve ainda mudanças estéticas. O uso do filme de 16mm na televisão impunha certas limitações. Não havia possibilidade de 
fades – efeito que consiste no aparecimento ou desaparecimento gradual da imagem ou do som – e de outros recursos visuais. O trabalho do editor de imagem, portanto, se baseava em cortar e colar pedaços de filmes, de forma quase artesanal. À medida que o Globo repórter se afastou da linguagem do cinejornal e se aproximou do modelo televisivo, a tecnologia usada também se modificou, e o programa passou a ser produzido em u-matic e, posteriormente, embetacam. Com isso, o processo de gravação e edição das imagens ganhou agilidade.
- O primeiro 
Globo repórter completamente gravado e editado em fita foi ao ar no dia 10 de junho de 1982, com uma reportagem feita em Serra Pelada por José Hamilton Ribeiro, primeiro repórter do programa a aparecer no vídeo. Ele acompanhou o cotidiano de três homens que deixaram suas famílias – em Minas Gerais, no Maranhão e no Pará – para tentar a sorte no garimpo. O repórter entrevistou os garimpeiros e depois visitou suas famílias nas cidades de origem.   
Nova fase:
- Devido ao planejamento da Rede Globo para a Copa do Mundo da Espanha, o 
Globo repórter foi retirado novamente da programação, no segundo semestre de 1982. Voltou ao ar no final de 1983, todas as quintas, às 21h20, dessa vez com apresentação de Eliakim Araújo e Leilane Neubarth. O jornalista Roberto Feith deixou a chefia do escritório da Rede Globo em Londres para assumir o cargo de editor-chefe do programa. Na equipe também estavam Jotair Assad, Mônica Labarthe (editores), Luiz González (chefe de redação) e Vanda Viveiros de Castro (produtora).
- A estrutura anterior – que privilegiava a ação de campo dos repórteres – foi mantida, mas mudanças importantes foram implementadas. Para sustentar, de forma competitiva, um programa jornalístico no horário nobre, considerou-se necessário alterar seu modelo narrativo de modo a unir mais eficientemente notícia e entretenimento, sem comprometer a função informativa.
- A nova fórmula foi estabelecida a partir de uma série de reuniões com profissionais experientes da área de teledramaturgia, como os diretores Paulo Afonso Grisolli e Walter Avancini. O 
Globo repórter passou a ter quatro blocos, durante os quais uma narrativa era construída de forma a criar dramaticidade crescente e uma expectativa a ser resolvida nos minutos finais da reportagem. Antes de cada reportagem, um roteiro era elaborado por especialistas em teledramaturgia – como o premiado roteirista Giba Assis Brasil – para sublinhar os aspectos dramáticos sugeridos por cada tema. Em seguida, um produtor percorria os locais e fazia entrevistas preliminares com os personagens.
- O programa ganhou também maior flexibilidade. Podia ser apresentado apenas por repórteres ou por um narrador; oferecer uma denúncia, exibir uma pesquisa ou o relato de uma aventura. O formato com três reportagens por programa deixou de ser fixo: dependendo da atualidade, determinado assunto servia de tema único para o programa.
- Jorge Pontual assumiu a chefia do 
Globo repórter em dezembro de 1984, dando continuidade à linha editorial do programa. Em maio de 1989, mudanças no quadro de apresentadores e editores da Central Globo de Jornalismo repercutiram no programa, que passou a ser apresentado por Celso Freitas.
- Nesse período, o 
Globo repórter aprofundou e consolidou como seu estilo a abordagem de assuntos de interesse imediato e as reportagens sobre temas polêmicos. A cada semana eram exibidas três reportagens escolhidas entre biografias, aventuras, investigação, denúncias, curiosidades, medicina – com a utilização de câmeras miniaturizadas para mostrar o funcionamento do corpo humano e com efeitos obtidos através de computação gráfica – e descobertas científicas. Os temas considerados “urgentes”, entretanto, eram prioridade, o que fazia do Globo repórter um programa de atualidades para despertar o interesse geral.
- A partir de 1991, o 
Globo repórter passou a ser apresentado às sextas-feiras, às 21h. Mantendo o perfil de programa jornalístico voltado para temas atuais, aprofundava assuntos do noticiário recente dos telejornais diários que haviam sensibilizado a população. A cada semana, três fatos jornalísticos eram selecionados como pauta.
- Jorge Pontual deixou o 
Globo repórter no final de 1995, para assumir a chefia do escritório de jornalismo de Nova York e Silvia Sayão – que já fazia parte da equipe desde 1985 – assumiu a coordenação editorial do programa, que passou então a apresentar um único tema por edição.
- Com o aumento significativo da audiência do público das classes C e D no final de 1996, o desafio do 
Globo repórter passou a ser tratar dos assuntos de apelo mais abrangente, capazes de interessar ao telespectador de todas as classes, mantendo o alto nível de qualidade da informação. O programa passou a destacar temas relacionados a natureza e ecologia, mostrando para os telespectadores paisagens e a vida em localidades distantes dos grandes centros urbanos. Como exemplo, o Globo repórter sobreFernando de Noronha e o do Parque de Tumucumaque.
-  Uma rápida passagem pelos temas abordados em alguns dos programas dá uma idéia dessa diversidade:  
Segredos da AmazôniaSão Paulo 450 anosEducação sexualDez anos sem Ayrton SennaMata Atlântica: riqueza e destruiçãoDepressãoOrçamento familiarTransplante de órgãosAbuso sexual infantilGarimpeiros do Brasil,Distúrbios do sonoCiúmes, Obesidade infantilMamonas AssassinasA indústria do seqüestroJapão: tradição e modernidadeO caipiraO jogo no BrasilTrabalhadores de ruaPantanal paraguaioÉtica e corrupção no BrasilA morte de Lady DiPantanal,Ilha das MalvinasHipertensão arterialCiência e espiritualidade e O atentado de 11 de Setembro, entre muitos outros. O resultado veio rápido. Em 1998, o programa foi escolhido o melhor pelos telespectadores, de acordo com uma pesquisa do InformEstado.
- Em 2008, o Globo repórter comemorou 35 anos no ar com novo cenário e pauta interativa. O público escolheu através da página do programa na internet o tema do primeiro programa do ano: “Saúde e qualidade de vida”. O Globo repórter mostrou as descobertas de pesquisadores da USP de Ribeirão Preto que acompanharam durante 30 anos os hábitos de mais de mil brasileiros nascidos em 1978, ano em que 26% da população estava acima do peso. Em 2008, o número já era de 51%. 
- Desde 2001, o 
Globo repórter é apresentado às sextas-feiras, às 21h30, com duração de 40 minutos
  
Reportagens marcantes:
- Ao longo dos seus mais de 30 anos de existência, o 
Globo repórter registrou momentos decisivos da história do país; aprofundou as coberturas de fatos jornalísticos explorados em outros programas da emissora; exibiu inúmeras matérias investigativas com enfoque na preservação dos direitos humanos; apresentou perfis de personalidades importantes da sociedade brasileira e levou o telespectador a conhecer os lugares mais exóticos do Brasil e do mundo. A seguir, uma breve amostra de alguns entre os inúmeros momentos memoráveis do programa.
Expedição à Antárctica – Em fevereiro de 1982, o Globo repórter exibiu uma reportagem de Hermano Henning, com imagens do cinegrafista Orlando Moreira, que mostrava o trabalho de pesquisadores brasileiros na base Comandante Ferraz, recém-construída na região Antártida. A reportagem foi dirigida por Armando Nogueira, editada por Eduardo Coutinho e Silvia Sayão, e produzida por Vanda Viveiro de Castro.
Os assassinos do procurador – Em 1982, o repórter Tonico Ferreira assinou essa reportagem sobre a morte de um Procurador da República que investigava uma negociata envolvendo fazendeiros de Serra Talhada, no sertão de Pernambuco. O repórter entrevistou o assassino do Procurador e descobriu que sua morte havia sido encomendada por um certo major Ferreira, figura de grande influência na região. A reportagem trazia várias revelações sobre a participação do major no assassinato e no chamado Escândalo da Mandioca. Pouco depois da exibição do programa, ele foi a julgamento. A fita com a edição do Globo repórter foi mostrada aos jurados, ainda que com a advertência do Juiz de que não deveria ser levada em consideração enquanto prova. O Major Ferreira foi condenado. O programa foi premiado com o Vladmir Herzog na categoria Direitos Humanos. 
Juruna – 29 de março de 1984 – Com roteiro de Fernando Gabeira, essa edição doGlobo repórter apresentava um perfil do deputado Mário Juruna. O repórter Ernesto Paglia contou a trajetória do Xavante, desde sua infância na tribo alojada na reserva de São Marcos até sua atuação política no Congresso Nacional. Para fazer a reportagem, os jornalistas passaram um mês ao lado de Mário Juruna. O programa ganhou um prêmio do Festival Internacional de Televisão em Sevilla, na Espanha. 
Getúlio Vargas – 23 de agosto de 1984 – Às vésperas do aniversário de 30 anos do suicídio de Getúlio Vargas, o Globo repórter exibiu uma reportagem de Carlos Nascimento, Hermano Henning e Ernesto Paglia que mostrava a trajetória e a herança política do ex-presidente. Para falar sobre o Estado Novo, a equipe traçou um painel da sociedade brasileira na década de 1930, usando trechos de canções populares de sucesso interpretadas por Linda Batista, Lúcio Alves e Cauby Peixoto. O programa apresentou ainda os depoimentos do editor literário Sérgio Lacerda, filho de Carlos Lacerda, principal rival político de Getúlio, e do jornalista Armando Nogueira – então chefe da Central Globo de Jornalismo – que fora testemunha do atentado sofrido por Carlos Lacerda na rua Toneleros, em 1954, do qual saiu morto o major da aeronáutica Rubens Vaz.
- Marcados para morrer – Em 12 de abril de 1991, foi ao ar um Globo repórter sobre a violência no Estado do Pará, com reportagens de Domingos Meirelles, com direção de Jotair Assad. A reportagem ganhou o Prêmio Rei de Espanha em 1992.
Desaparecidos políticos –  21 de julho de 1995 – Em um cemitério clandestino em São Paulo, o repórter Caco Barcellos identificou os corpos de oito vítimas da repressão política consideradas “desaparecidas” durante o regime militar. A reportagem havia sido realizada dois anos antes pelo próprio Barcellos e pelo editor Ernesto Rodrigues, mas permanecera guardada. Sua exibição em 1995 foi decisão do jornalista Evandro Carlos de Andrade, que acabara de assumir a chefia  da Central Globo de Jornalismo. Caco Barcellos teve de ser acionado no escritório da Globo em Londres para refazer partes do texto. O trabalho rendeu o Prêmio Caixa Econômica Federal de Jornalismo Social. 
Caso Riocentro, 15 anos depois – Em março de 1996, durante três meses, os repórteres Caco Barcellos e Fritz Utzeri investigaram o episódio do atentado ao Riocentro, em 1981. Foram feitas mais de 50 entrevistas, incluindo testemunhas ignoradas pelas autoridades militares na época, como os agentes de segurança do Riocentro. O programa trouxe à tona revelações que evidenciaram a manipulação dos fatos contida na versão oficial. Entre as autoridades militares, enquanto alguns se negaram a dar informações sobre o caso, como o general Waldyr Muniz, o coronel Newton Cerqueira e o capitão Wilson Machado, outros contribuíram para a confirmação da farsa montada pelos órgãos de segurança do regime militar, como o almirante Júlio de Sá Bierrenbach, que deu seu voto no STM contra o arquivamento do IPM em 1981; o coronel Ile Marlen Lobo, ex-comandante do 18o. Batalhão da Polícia Militar; o coronel Luiz Antonio Prado Ribeiro, primeiro responsável pelo IPM e que decidiu afastar-se do caso; e o coronel Dickson Grael, que realizou investigações paralelas ao IPM. O programa ganhou o prêmio Vladmir Herzog na categoria reportagem na TV.
Caça fraudadora – 31 de outubro de 1997 – O repórter Roberto Cabrini localizou e entrevistou com exclusividade a advogada Jorgina de Freitas, uma das envolvidas nos golpes de uma quadrilha de fraudadores responsável pelo desvio de mais de 600 milhões de dólares da Previdência Social. Condenada a 23 anos de prisão, Jorgina de Freitas estava foragida por cinco anos. Depois de sete meses de investigação, Roberto Cabrini descobriu o esconderijo da advogada na Costa Rica. O programa ganhou o prêmio Previdência Social.
  
Equipes:
- A trajetória do 
Globo repórter é marcada pela participação de centenas de profissionais, muitos dos quais exerceram mais de uma função no programa. Além dos já mencionados, também passaram pelo jornalístico, entre outros: Alexandre Alencar, Alexandre Lellis, Arnaldo Spetic, Beth Carvalho, Cláudio Savaget, Cristina Piasentini, Francisco Carvalho, Ivo Cardoso, J. Marcos Rocha, Lilian Cavalheiro, Malu Guimarães, Marco Altberg, Maria Teresa Pinheiro, Marilei Zanini, Mauro Richter, Mauro Tertuliano, Narciso Kalili, Ninho Moraes, Odair Redondo, Otávio Escobar, Pedro Rodrigues, Raul Silvestre, Ricardo Paranaguá, Susy Altman, Teresa Cavalleiro, Wilson Bruno e Waldir Barreto, (editores); Laerte Mangini, Lúcia Santana, Ricardo Carvalho (chefe de redação); Ingo Ostrovsky (chefe de produção); Ana Dornelles, Ana Helena Gomes, Cláudia Guimarães, Elizabeth Ritto, Francesca Terranova, Lúcia Abreu, Luciana Savaget, Maria Helena Sobral, Maurício Maia, Rosângela Azevedo e Theresa Walcacer (produtores); Ezequiel G. dos Santos e Tereza Maia (coordenadores de produção); Anna Terra, André Luiz Azevedo, Antônio Carlos Ferreira, Beatriz Castro, Beatriz Thielmann, Caco Barcellos, Carlos Dornelles, Carlos Nascimento, Ciro Porto, Domingos Meirelles, Ernesto Paglia, Francisco José, Graziela Azevedo, Glória Maria, Hélio Costa, Ilze Scamparini, Isabela Assumpção, Ivaci Matias, José Raimundo, José Roberto Burnier, Pedro Rogério, Renato Machado, Ricardo Pereira, Sérgio Brandão, Lucas Mendes, Luís Fernando Lima, Luís Fernando Silva Pinto, Luís Nachbin, Luiz Carlos Azenha, Marcelo Canellas, Marcelo Rezende, Marco Uchoa, Maurício Kubrusly, Mônica Teixeira, Neide Duarte, Paulo Henrique Amorim, Pedro Bial, Ricardo Pereira, Ronald de Carvalho, Sandra Moreyra, Sandra Passarinho, Silio Boccanera e Tonico Ferreira (repórteres), Acyr Fillos, Aloísio Machado, Aluísio Nascimento, Dario Duarte, Jorge dos Santos, José Dantas, José Henrique Castro, Lúcio Rodrigues, Luís Demétrio, Luiz Amâncio Ronque, Luiz Araújo, Marco Aurélio Soares e Paulo Pimentel (repórteres cinegrafistas).
- Em 2007, o 
Globo repórter, ainda sob o comando de Silvia Sayão, é apresentado por Sérgio Chapelin e conta em sua equipe com Marilei Zanini e Meg Cunha (chefes de redação); Vanda Viveiros de Castro (chefe de produção); Mônica Labarthe (coordenação internacional); Paulo Sampaio e Tereza Maia (coordenação de produção), Ana Helena Gomes, Malu Guimarães, Marislei Dalmaz e Saulo de la Rue (editores); Ana Dorneles, Arlete Heringer, Beatriz David de Sanson, Cláudia Guimarães, Francesca Terranova, Jorge Ghiaroni e Maurício Maia (produtores); Kiko Gomes (direção virtual); Arnaldo Spetic, Adriana Nagle, Francisco Carvalho, Gisele Machado, João Marcos Rocha, Lilian Cavalheiro e Susy Altman (editores de imagem).
  
Prêmios:
- 1982 – Medalha de prata no Festival Internacional de Filme e TV de Nova York pelo programa 
Amazônia, dirigido por Paulo Gil Soares; e o Vladmir Herzog de Direitos Humanos pelo programa especial Os assassinos do procurador, sobre o escândalo da Mandioca.
- 1984 – Prêmio do III Encontro Internacional do Meio Ambiente e Natureza na França para a reportagem do repórter Antônio Carlos Ferreira sobre a poluição de Cubatão; Prêmio do Festival Internacional de Televisão em Sevilla, na Espanha, pela reportagem de Ernesto Paglia contando a história de Mário Juruna.
- 1989 – Prêmio Líbero Badaró, categoria de telejornalismo, pela reportagem 
Roubo de automóveis, de Domingos Meirelles.
- 1992 – Prêmio Rei de Espanha para o programa 
Marcados para morrer, sobre a violência no Estado do Pará, com reportagens de Domingos Meirelles, com direção de Jotair Assad.
- 1993 – Melhor programa jornalístico segundo a 
Agência TV Press
- 1994 – Vladimir Herzog e Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito para a reportagem
Morte no trânsito, do repórter Carlos Dornelles, com direção de Suzy Altmann; diploma de honra ao mérito do Festival de Filme e Televisão de Nova York pela reportagemTrabalho do menor, de Marcelo Rezende e José Raimundo.
- 1995 – Prêmio Caixa Econômica Federal de Jornalismo Social, pela reportagem
Desaparecidos políticos de Caco Barcellos; Vladimir Herzog, categoria de melhor reportagem para a TV pela reportagem Extermínio de menores, de Carlos Dornelles, dirigido por Cristina Piasentini.
- 1996 – Melhor Programa Jornalístico segundo a Associação Paulista dos Críticos de Arte; Vladimir Herzog na categoria reportagem para TV, pela reportagem 
Riocentro – 15 anos depois, de Caco Barcellos, com direção de Claufe Rodrigues.
- 1997 – Prêmio Criança e Paz – Betinho 97 concedido pela Unicef pela reportagem
Trabalho infantil, de Marco Uchoa; menção honrosa do Festival de Filmes da Vida Selvagem, nos Estados Unidos, pela mensagem de conservação do meio ambiente da reportagem Pescaria, de Ciro Porto.
- 1998 – Vladimir Herzog na categoria reportagem para a TV, por 
Pais que seqüestramda repórter Isabela Assumpção; prêmio da Comissão de Meio Ambiente do Parlamento Latino Americano para a reportagem Biopirataria de Beatriz Thielmann e Ana Dornelles; prêmio Previdência Social para a reportagem Caça fraudadora, de Roberto Cabrini.
- 2000 – Prêmio Ministério do Meio Ambiente de Jornalismo, na categoria TV, para a reportagem 
Água, de Caco Barcellos e Francisco José.
- 2003 – Prêmio Qualidade  Brasil de melhor programa jornalístico.
- 2004 – Prêmio Imprensa Embratel  e Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho pela reportagem 
Kuarup/Xingu, de Ivaci Matias. 
- 2005 – Prêmio Alexandre Adler de Jornalismo em Saúde para a reportagem Células-tronco, dos repórteres Graziela Azevedo e Jorge Pontual, com menção honrosa para a
Obesidade infantil, de Ernesto Paglia e Graziela Azevedo.

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